segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Livro: A VOLTA AO MUNDO DA NOBREZA

A História através dos fatos
Se você aprecia a História, este livro lhe interessa. Contém uma coletânea com mais de 1.700 fatos históricos de reis, rainhas, imperadores, nobres, plebeus, políticos, diplomatas – gente que deu rumo aos acontecimentos de vários países em várias épocas.


Reis e imperadores como Luís XIV, Luís XV, Henrique IV, Filipe II, São Luís IX, Frederico II, Napoleão, D. Pedro II.

Rainhas como Maria Antonieta, Vitória, Catarina II, Maria Teresa da Áustria, Princesa Isabel.


Generais como Turenne, Condé, Bayard, Gran Capitán.

Ministros como Richelieu, Thomas Morus, Gladstone, Disraeli.

Artistas e intelectuais como Molière, Le Nôtre, La Fontaine, Voltaire.

Diplomatas como Talleyrand, Metternich, Choiseul.


Todos são mostrados em traços rápidos e simples, com familiaridade, na sua intimidade ou nos grandes momentos.

Você enriquece a sua cultura, descortina amplos horizontes, viaja através de um mundo grandioso.


450 páginas – Formato 17 x 24 cm – Impressão primorosa

Preço de catálogo R$ 66,00 e frete de Impresso Registrado.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

FATOS HISTÓRICOS SOBRE JOSÉ II DA ÁUSTRIA (1741-1790)

Alguns cortesãos vienenses pretendiam que o parque imperial fosse fechado ao público, tornando-se de uso exclusivo dos nobres. Quando foi apresentada ao imperador José II essa proposta, ele argumentou:
- Acho isso muito estranho. Se eu quisesse ter junto a mim só as pessoas do meu nível, teria de resignar-me a usar só a capela imperial, onde estão os ossos dos meus antepassados.

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O imperador José II viajou a Paris, incógnito sob o nome de conde Falkenstein. Quis conhecer o Café Regência, onde grandes jogadores de xadrez costumavam disputar. Estranhou que não houvesse ninguém jogando, e perguntou à proprietária:
- Onde estão os jogadores de xadrez?
- Ai de mim! É por causa desse maldito imperador, que todo mundo quer ver, e assim sumiu toda a minha clientela.
- E a senhora já viu esse maldito imperador?
- Eu até que gostaria, mas não posso sair daqui. Se encontrar alguma oportunidade, também irei vê-lo. Dizem que é muito afável.
- Façamos então o seguinte: dou-lhe esta moeda para pagar o meu café. A senhora a guardará como prova de que o viu pessoalmente, pois contém o retrato dele.

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José II, imperador da Áustria, viajava incógnito pelo interior, e hospedou-se numa pequena estalagem. O dono acabou descobrindo de quem se tratava, e na hora da conta apresentou um preço altíssimo por dois ovos fritos. José II perguntou:
- Os ovos são muito raros por aqui?
- Não, senhor. O que é raro aqui são imperadores.

FATOS HISTÓRICOS SOBRE NOBRES PORTUGUESES

O rei D. Manuel de Portugal tinha com João Gonçalves da Câmara uma demanda vultosa, que seria julgada por nove desembargadores. Desejando favorecer um deles, para que votasse a seu favor, o rei o colocou em posição superior à que lhe cabia de acordo com a antiguidade no cargo. Mas o desembargador, ao dar o seu voto, apresentou todas as razões pelas quais votava contra as pretensões do rei. No dia seguinte o rei mandou chamá-lo, e disse:
- Fiquei muito contente de vos ver ontem votar tão livremente, e de entender que sois tão inteiro na justiça. É de homens como o senhor que eu devo me servir, e terei disso lembrança no que se refere à vossa carreira.

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O aventureiro português Duarte Brandão foi para a Inglaterra quando jovem, e se destacou em inúmeros empreendimentos em favor do rei inglês, que o distinguiu com muitas honras. Por questões de precedência, não sendo ele nobre, foi colocado em último lugar numa mesa de banquete. Não tolerando o que julgava uma afronta, ele arrancou um punhal, cravou-o na mesa e desafiou:
- Quem sustentar que este lugar onde estou não é o mais importante, arranque este punhal.
O punhal ficou cravado até o fim do banquete.

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Durante um banquete com o rei de Portugal, alguns nobres se gabavam dos antepassados ilustres, de cujas façanhas militares advinha sua posição atual. O aventureiro Duarte Brandão ouviu tudo, e replicou:
- E eu sou Duarte Brandão, que por força das armas ganhei nobreza para mim e meus descendentes, da mesma forma que os vossos antepassados a ganharam para vós.

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Dom José I, rei de Portugal, comentava com alguns nobres o poder que têm os reis sobre os seus súditos. O marquês de Pontelena ousou dizer que esse poder tinha limites. Mas o rei, não querendo admitir tais restrições, advertiu:
- Se eu ordenasse que vos lançásseis ao mar, deveríeis executar a minha ordem sem a menor hesitação!
Em vez de replicar, o conde foi se retirando.
- Aonde vai o senhor, assim tão zangado?
- Aprender a nadar, Majestade.

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Dom Pedro de Eça tinha um irmão, D. Diogo, que era ousado e temerário. Pretendia refreá-lo, e armou com alguns amigos uma cilada na qual estes se fariam passar por castelhanos, com os quais estava em atritos a cidade fronteiriça de Moura. Os dois saíram então a passear pelo campo, junto com mais dois cavaleiros, rumo ao local da "cilada". Quando viram os numerosos "castelhanos", D. Pedro propôs que se retirassem, pois o grupo era muito grande. O temerário irmão argumentou:
- Parece-me, senhor, que devemos atacá-los antes que saibam quão poucos somos.

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Em 1507 os portugueses de Afonso de Albuquerque conquistaram Ormuz, rica cidade tributária da Pérsia, situada na entrada do Golfo Pérsico. Enquanto erguia sua fortaleza no local, apresentou-se uma embaixada do soberano da Pérsia, a fim de cobrar dele o tributo anual que Ormuz lhe devia. Mandou encher uma grande bacia com lanças, espadas, granadas, balas e outros tipos de munições, e disse aos embaixadores:
- Levai este presente ao vosso soberano, e dizei-lhe que este é o tributo que o rei de Portugal e os reis seus vassalos pagam aos que os pedem.

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O fidalgo português João Pereira tinha um irmão gêmeo, o conde Diogo Pereira. De acordo com a antiga lei portuguesa do morgadio, os bens patrimoniais e o título de nobreza da família foram herdados pelo outro irmão, pois, embora gêmeos, D. Diogo nascera primeiro, e era portanto considerado primogênito. Caminhando para a saída do palácio ao lado do conde de Redondo, ao chegarem à porta João Pereira disse:
- Senhor conde de Redondo, tenha a bondade de passar primeiro.
- Veja só, Dom João: se o senhor não fosse tão cortês, não teria perdido o morgadio.
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O rei de Portugal mandou o barão de Alvito em visita diplomática a Carlos V, da Espanha. Com uma pomposa comitiva de dezoito cavaleiros, entrou o barão em Castela, e em certa altura um castelhano, impressionado com o número de cavaleiros, perguntou:
- Os senhores vão conquistar Castela?
- Se eu viesse para isso, traria menos portugueses.
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Dom Pedro de Eça, alcaide-mor de Moura, era um fidalgo conhecido por sua valentia. Uns criados dele mataram um homem, e dois irmãos da vítima o acusaram ante o rei D. João II de ter sido o mandante do crime. Concluído o inquérito, ele foi julgado inocente. Compareceu então ante o rei, que ainda vacilava, e lhe propôs:
- Como Vossa Majestade não quer acreditar que não tenho culpa, e quem me acusa são dois, proponho que haja um duelo meu com os dois, para assim me purificar.
Julgando a proposta uma insolência, o rei disse:
- Bem que eu gostaria de ser um dos dois.
- Se não fosse Vossa Majestade o meu rei e senhor, eu me disporia a lutar com os três.
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D. Henrique de Meneses era embaixador de Portugal na Espanha. O imperador Carlos V, em cujo império o sol não se punha, resolveu dar uma alfinetada a respeito do tamanho de Portugal, que no entanto tinha colônias na Índia.
- Quando alguém está caçando e levanta uma lebre em Portugal, em que país vão matá-la?
- Na Índia, que fica a duas mil léguas de lá.

Maria Teresa

Tendo ao colo o filho que se tornaria o imperador José II, a imperatriz Maria Teresa passeava a pé pelas ruas de Viena e encontrou uma mulher pobre com o filho ao colo. A criança estava muito magra, e a imperatriz penalizada deu à mãe uma moeda.
- O que poderei fazer com uma moeda de ouro, senhora? Meu filho caminha para a morte porque lhe falta o leite, pois o meu seio secou.
A imperatriz tomou a criança nos braços e lhe ofereceu o próprio seio, só devolvendo-a depois de estar saciada.

Maria Teresa acompanhava pessoalmente a construção do palácio de Schönbrunn. Um dia encontrou um bando de meninos que brincavam de modo perigoso, escalando o muro com o risco de cair e fraturar até mesmo o pescoço. Mandou chamar o chefe dos garotos e ordenou que lhe aplicassem alguns açoites. Muitos anos depois, quando assistiu a um concerto em sua homenagem, foi-lhe apresentado o maestro e compositor Joseph Haydn.

- Mas eu já vos conheço. Onde será que vos vi?
- Majestade, a vossa lembrança está relacionada com uns açoites que mandastes aplicar-me.
- Ah, bem! Lembro-me daqueles açoites. Mas era só para impedir-vos de quebrar o pescoço. E podeis ver agora que agi bem.


Frederico II entrou com seu exército na Silésia. Mandou seu embaixador em Viena propor a Maria Teresa a paz em troca de ceder-lhe aquela região, e recebeu a altiva resposta:
- Enquanto permanecer um único homem dele no meu território, preferirei morrer a tratar com ele.
Depois de conquistar outras praças, Frederico voltou a fazer-lhe a proposta e obteve nova recusa:
- Eu defendo os meus súditos, não os vendo.


Discutia-se entre a Prússia, a Rússia e a Áustria a divisão da Polônia. A imperatriz Maria Teresa afirmou:
- Toda repartição é iníqua. Só posso deplorar essa proposta e declarar que tenho vergonha de mostrar-me em público.
Quando os ministros lhe fizeram notar que os seus escrúpulos poderiam ser interpretados como sinal de fraqueza, ela contestou:
- É melhor passar por fraca do que por desonesta.